quinta-feira, maio 26, 2005

Tarja Preta faz Programa!



A partir do dia 2 de Junho de 2005, insaciáveis nos nossos planos de dominação mundial ocuparemos a rádio interferência (FM 91,50hz) toda quinta feira as 18h para transmitir ao vivo para os bairros de Botafogo, Urca, Flamengo, Copacabana e (reza a lenda) parte de Niterói o programa TARJA PRETA.

Ontem, na festa de reinauguração da rádio, eu e o Juca fizemos uma breve session do que pretendemos colocar na rádio: "Cara de Cavalo Encontra De Leve" e "Melô da Bandeira" (Quinto Andar), "O Som da Moda" (Acabou La Tequila), "A Musa" (MC Aori/Iky'x'Tape) e "Tarja Preta" (Wado). Além de som underground nacional, a gente deve botar também Ragga e Dub jamaicano e outras coisas que a gente curte de rap, rock e reggae. Também pretendemos trazer convidados e entrevistas, assim que arrumarmos um microfone decente, porque o da Rádio tá brabo... Também vamos tentar sortear revistas, entradas pra festas e outros brindes.

Baseada na Escola de Comunicação da UFRJ, no campús da Praia Vermelha a Interferência é uma rádio livre fundada em 1989 e que depois de várias reformulações, fechamento pelas autoridades e abandono volta a ativa nesta semana com programação totalmente nova.

Aproveito para fazer uma breve pesquisa quanto ao alcance da rádio, se você mora no Lado B da Zona Sul do Rio (que é como eu chamo os bairros da ZS que ao invés de praia tem a Baía de Guanabara) ou em Niterói, po rfavor tentem sintonizar a rádio e deixem aqui seu comentário com o resultado. Lembrando que ela só funciona das 8 as 22h, e fora desse horário, fim de semana e feriados fica rolando vinhetas velhas ou algum CD em Loop. Certamente vai ser alguma coisa diferente do que você costuma ouvir no rádio.

terça-feira, maio 17, 2005

Antiproibicionismo Já!

Segue ai um texto do nosso colaborador prêmio revelação, Daniel Paiva - autor do manifesto em quadrinhos "De Volta as raizes" estrelada por ninguém menos que Pateta e Mickey na quase esgotada segunda edição da Tarja Preta. O texto diz respeito à marcha pela legalização da maconha que rolou no Domingo dia 8 de Maio:



Marcha pela legalização da Maconha

Cheguei por volta das 5 e meia no arpoador, uma hora depois do que estava marcado (como diz o sábio Matias Maxx “não dá pra exigir pontualidade da classe”) e vi ao longe a passeata saindo. Algum transeunte que andava pelo calçadão comenta: “ih alá, movimento basta?” mas se corrige logo depois: “ih não! É basta de guerra às drogas!” se referindo à grande faixa que vinha na comissão de frente do pessoal do MNL (Movimento Nacional pela Legalização). Me juntei à passeata que este ano contava com umas cento e poucas pessoas, muito mais que a do ano passado que contou com mais imprensa do que participantes.

Os gritos de ordem estavam muito politizados: “ô deputado, toma vergonha, legaliza a maconha” e “basta de morte, basta de prisão, queremos já a legalização” eram os únicos e foram gritados à exaustão. Faltou o pouco de fanfarronice que caracteriza o movimento! Tentei puxar um “você aí parado também fica chapado” que provocou risos nos que estavam em volta mas não foi acompanhado. Também não rolou o “experimenta, experimenta!” do ano passado. Parecia que havia um certo medo de fazer “apologia” e o politicamente correto imperava. O mais divertido foi o já clássico “eu sou maconheiro com muito orgulho com muito amor!” Mas só.

Como sempre a marcha terminou no posto 9 para uma “ação direta”. Mas dessa vez a organização foi esperta e preparou um luau por lá, o que chamou muito mais gente do que a marcha propriamente dita. E foi só nesse momento que chegou o ilustre Matias Maxx, um verdadeiro astro do movimento canábico carioca, posando para vários fotógrafos com sua bandeira do Capitão Presença e fazendo jus à sua máxima: “não dá pra exigir pontualidade da classe”. Mas ação direta dá pra exigir! E o Matias como boa identidade secreta do Cap. Preza salvou o dia mais uma vez.

Daniel Paiva


Links:

Psicotropicus
Centro de Mídia Independente

quinta-feira, maio 05, 2005

O Invencível Mãos Trocadas






Quando eu conheci o Schiavon, ele tava redesenhando umas histórias velhas para por no site da Tonto, eram histórias sobre a origem do Mãos Trocados, que começa como lutador, fecha pacto com o capeta, entra pra polícia e finalmente vai pro Rio de Janeiro liderar o tráfico de drogas. Anos depois, na festa ADM 10 anos no Rio ele me presentearia com o clahamaço com essas histórias.

Hoje, depois de passar cerca de um ano mergulhado numa readaptação do game GTA 3 inspirado na série de sucesso na TV "Turma do Gueto"(com direito ao Frotinha, além do João Kleber e Sério Malandro) Schiavon resolveu mergulhar de vez no sonho de todo desenhista de HQ - produzir uma animaçao. A escolha do roteiro foi obvia, a história do Invencível Mãos Trocadas.

"Eu já resedenhei essa porra tantas vezes... Conheço essa história melhor do que qualquer coisa..." admite o genial desenhista. A produçaão é por conta da Oll Dog Company Films. A história está sendo redesenhada digitalmente pelo Schiavon, e conta com cores do MZK, animações 3D do Turcão, Edição do Fê e cenários do Rubens Watanabe. O objetivo é vender o desenho em VCD com distribuição em bancas.

quarta-feira, abril 13, 2005

Tirando Onda



Essa foto siu na revista Fluir, numa reportagem do compay Binho sobre a festa que pilotamos na segunda de Carnaval na pousada hi-advetures em Floripa. Ele não entendeu que eu tava fantasiado de Capitão Presença e me identificou como "Tarja Preta" mesmo. Nessa mesma noite uma loira de dois metros que estava de diabinha (e aparece na revista) e outra mina que estava com um black power vermelho vieram tirar uma foto comigo quando estava tocando, eu agarrei cada uma pela cintura e não precisei me esforçar pra fazer aquele sorriso que é um misto de canastrice e peversão muito comum. Infelizmente eu estava tão estragado (ouvindo uns sinos nos ouvidos, tá ligado!) que não consegui anotar um e-mail ou telefone sequer, uma pena, ia pegar muito bem essa foto por aqui.

E o Pessoal que for ao Eletronic Hype Fest, a feira do Skol poderá encontrar a Tarja Preta sendo vendida no estande do selo Bizarre e da Loja Ultra 420, passa lá e leva também um Magic Mix. Ainda em São Paulo a Tarja Preta está a venda na Choque Cultural (Rua João Moura 997) num "Kit-Brenfa", que influi as três revistas algumas ilustrações dos artistas da casa e um pacotinho de Colomy.

E muito em breve a genet promete uma edição #4 com muitas páginas e surpresas pra vocês.

sábado, março 19, 2005

Claro que é Tarja Preta

A Tarja foi indicada no Prêmio Claro de Música Independente ma categoria Melhor Fanzine, Revista ou Jornal Impresso. Ia ser legal ganhar o prêmio porque acho que somos a revista mais independente, com menos anunciantes e distribuição mais precária da lista, fazendo jus ao titulo do prêmio, bem de maneira ou de outra, espero que convidem o bonde pra uma festa de abertura bem regada.

De qualquer maneira, muito em breve, quem possui celular Claro com display colorido vai poder baixar Wallpaper do Capitão Presença. Quando tivermos os detalhes e links publicaremos aqui. Até lá votem na gente!

Ah e se eu fosse vocês também votava no Acabou La Tequila (melhor Rock!), Luisa Mandou um Beijo (melhor Indie), Black Alien (melhor hip-hop), Wado (melhor Pop) e Trabalho Sujo (melhor site).

segunda-feira, março 14, 2005

Mr. Catra Sem Neurose

Mr. Catra eo Bonde da Gaiola das Popozudas

Entrevistei o Catra no final do ano passado pra uma matéria que saiu na edição de Dezembro da Revista Trip. Como o texto foi totalmente multilado e transformado num perfil com um par de aspas publiquei a integra no Cucaracha Zine, pra calar a boca daquele pessoal que fica me enchendo o saco porque não atualizo o site. Antes de inventarem Blogs e Fotologs era tudo mais tranquilo, hoje em dia se tu deixa de aparecer na rede por um dia nego já cai em cima... vai vendo...

Bem, a entrevista vale a pena a lida não só pra quem curte o trabalho do cara como aficcionados em Funk, música e segurança pública em geral.

http://www.cucaracha.com.br/entrevistas/20050228Catra001.html

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Floripa Finalmente!

Depois de alugar os ouvidos de inúmeros amigos com relatos de nossa paradisiaca (e também hiária) passagem por Floripa, finalmente tomei vergonha na cara para atualizar o Blog. Algumas fotos foram escaneadas de cópias, outras de contatos e algumas foram tiradas com o celular, por isso a qualidade não é lá grandes coisas. Mas como o objetivo ^&eaucte; só tirar onda com os amigos seguem aê algumas fotos de nossa passagem pela ilha. Agradecimentos especiais ao Rafa da Hi-Adventures e seu belo time de funcionárias, ao Cosake que salvou ganhou o troféu Cap. Presença , a Andrea, Renata e Emerson Gasperin que nos deram guarita em momentos de perrengue.


Chegando em Floripa...


Dj Castro e Juca pagando um mico no estacionamento da rádio atlântida.


Sinais de fumaça nas dunas.


O louco do Marco Piangers liberou pra Tarja Preta invadir a rádio Atlântida.


Colocamos som durante uma Session de Skate no bowl da Hi-Adventures.


Encontro Antártico - Ricardo e Mateus Pinguim.


João, o mais simpático cão de guarda que conhecemos.


Pintura que o Juca fez pro rafa da Hi-Adventures. O Cara prometeu colocar na porta, o cão que aparece na foto é o nosso querido João.


Garoto Juca faz arte na prancha de Mad. É um artista mess...


Renata Lopes, surfista de peito e nossa representante em Floripa passa pelo ritual de iniciação.


A pousada Hi-Adventures preparada para nosso baile a fantasia de carnaval.


Pablo - que fortaleceu com as agulhas - mandando um reggae pra galera.


Cosake pagando de Pimp italiano no baile a fantasia da Tarja Preta...


Momento LP - Talita e Renata sugerindo um ninfetismo.


Garoto Juca num momento "é essa ou aquela?"

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Jornada Selvagem



No editorial da Tarja Preta #4 eu pretendia falar alguma coisa sobre jornalismo Gonzo de qualquer jeito... Ele tem uma bela parcela de culpa na nossa viagem pro Sul, "Medo e Delírio em Las Vegas" tava nos antecedentes culturais de todos nós. Quando nos jogamos na estrada estávamos assumidamente influenciados pelo espírito do livro, a época e o cenário são outros, mas os objetivos o mesmo, a mesma procura inconsequente pelo que o Thompson chama de "sonho americano" e a gente pode explicar como chegar ao topo fazendo pouco esforço e se divertindo de montão.

A gente tá preparando umas vinte páginas de textos meus, uma reportagem em quadrinhos da viagem feita pelo Juca, alguns quadrinhos do Daniel Paiva sobre o Fórum Social e vários cartuns e tirinhas que bolamos juntos, na estrada ou nos cafofos que ocupamos. Essa vertente do jornalismo gonzo em quadrinhos foi algo que a gente sempre procurou desde a primeira edição, o que faltava eram pautas. Engraçado que a gente tenha tido de fazer a nossa própria história pra inaugurar essa fórmula.

Um monte de gente acha que Gonzo é só escrever chapado e truncado, mas "Medo e Delírio..." não é só a descrição da maleta cheia de drogas que aparece no verso de todas as edições do livro que já vi. O estilo do cara ia muito além disso, as colagens de depoimentos e reportagens mais a narrativa do cara é o que pegava, ele tinha a manha pra te conduzir dentro do assunto, simplesmente porque ele vivia o que escrevia, mantinha uma respeituosa cumplicidade com o tema abordado. Numa hora ele coloca a sábia voz do povo recheada de asneiras e gírias, noutra descreve ou sampleia reportagens de jornais ou discursos de autoridades que de tão anatagônicas e reacionárias são um show de humor a parte. O cara tinha a manha de descrever com naturalidade toda a escrotidão dessa bélica e consumista sociedade americana, e melhor ainda, sendo ele mesmo um gringo patriota e colecionador de armas.

Ter se matado foi uma puta sacanagem, se tava cansado dos EUA podia ter vindo pro Rio, imagina só, ia ser tipo um Roonie Biggs ou esses gringos que tu vê em Santa Tereza que conhecem todas as bocas e bandidos. Mas acho que ele já fez umas cagadas por aqui no passado e por isso perdeu o visto definitivamente.
A beira do fim do mundo (como diz o Schiavom, o "Mad Max é pra já!") a gente perde um puta aliado. Uma puta cabeça pensante na terra de Jorge Buxa!

É galera... o fim está próximo! Depois não digam que não avisei.
Pelo menos quando chegar nossa hora a cobertura gonzo do inferno já deve ser best-seller...:)

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Chicas, Chinelagem e Chimarrão

Um dos colaboradores da Tarja Preta que vou manter no anonimato me disse na última festa ADM que "Porto Alegre é a única cidade onde ainda dá pra ficar com uma desconhecida!"

Seguem aê algumas fotos da passagem do bonde da Tarja Preta nessa acolhedora cidade.




Tarja Preta Sound System no V Acampamento Intercontinental da Juventude (o cara do lado do Juca é o Manu Chao).


Atendentes do Surya Lanches, onde rolou o sound system - Eleitas as mais gatinhas da viagem.


Punks sujos em passeata no acampamento da juventude.


Uma bandeira que vale a pena levantar...


O mítico cartunista Jaca, que de tão recluso não tem campainha e queima o filme da máquina.


Otto Guerra desenha de joelhos para a Tarja Preta.


Castro e Pinguim no cafofo da Otto Desenhos carinhosamente apelidado de "Cativeiro".


O bem-frequentado churras de confraternização na Otto Desenhos (o cara da direita é o Fábio Zimbres)


Cerimônia de devolução da chave do Cafofo pro Otto Guerra.


O saudoso (e flatulento) X-Bacon Gaúcho.


O espaço cultural Coruja de Minerva na medianeira, lá dentro na Galeria Adesivo você encontra Tarja Preta e Terriveis... a venda.


Juca conferindo nossa invasão de Street Art no Coruja de Minerva.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

De volta ao Rio, hora de trabalhar...



Esse é um desenho do nosso primeiro rolê em Floripa. O Juca começou a fazer lá em POA e a gente deveria postar de lá mesmo... Mas sabe como é que é...

A partir de amanhã estaremos postando desenhos e fotos coletados durante a viagem.